Regressamos ... para continuar a caminhar!
Ribeira de Pena é um dos locais onde mais gostamos de calcorrear trilhos, viver emoções e reviver momentos de franca camaradagem.
Prevista a inundação do vale onde o Tâmega "preguiçosamente" se desloca fazendo desaparecer entre outros pontos de interesse cultural, a Ponte de Arame e a Ilha dos Amores, decidimos percorrer de uma só vez o PR1-Caminho do Abade e o PR2-Levada de Santo Aleixo.
O tempo estava convidativo e partindo da Igreja Matriz de Ribeira de Pena, descemos até Friúme, atravessamos mais tarde a Ponte de Arame e em Santo Aleixo de Além Tâmega continuamos pelo PR2 seguindo por Serrado e Vale da Lança, iniciando ali a Levada de Santo Aleixo que acompanhamos até ao Vale Escuro.


Após uma paragem para repor energias, sempre concluidas com o já célebre "bagacinho" do Jacinto, retomamos o caminho, seguindo sobre as estreitas paredes do canal. Foi um dia de recolha de frutos silvestres ao longo dos muitos kms. Castanhas, uvas, medronhos, laranjas, pêssegos, tudo servia para saciar os desejos comestíveis de muitos dos nossos companheiros.
Tudo decorria normalmente com a alegria geral de percorrer locais com paisagens de uma atractiva beleza, onde centenas de castanheiros sorriam despejando dos seus ouriços maravilhosas castanhas que todos aproveitavam para saborear.
Numa curva do canal, eis que surjem os primeiros acidentes.
A Rosa Aurora pisa uma perna de forma violenta, a Lurdes Silva cai e fica com um joelho em péssimo estado e o Jacinto escorrega caindo violentamente sobre o parapeito do canal, ficando muito maltratado nas pernas, nos cotovelos e sendo posteriormente diagnosticada uma costela fracturada.
São estes momentos que nos fazem sentir sempre um pouco desolados, mas fazem parte dos riscos que assumimos correr, percorrendo locais onde por vezes somos atingidos por acidentes.
No entanto o Jacinto, especialmente, mas todos os que de uma forma mais ou menos violenta sofreram quedas, enfrentaram esses momentos com coragem denotando uma vontade firme de não ceder perante a adversidade.
Terminamos confraternizando no parque de Bragadas, regressando a casa para tratar as mazelas e guardar na mochila mais algumas (boas e menos boas) recordações destes momentos montanheiros.
Ao fundo do desfiladeiro o rio Beça corria impetuoso, deixando ouvir o som encantador das suas águas caindo das cascatas do seu leito. Seguia rumo ao seu destino, tal como nós sempre fazemos...
Até à próxima Caminhada!
CANOAGEM ...em PONTE DE LIMA.
Actividade "obrigatória" do Plano de Actividades, mais uma vez rumamos a Ponte de Lima para que os nossos "marinheiros" se fizessem aos remos e se divertissem descendo as brilhantes águas do Rio Lima desde a Gemieira.
A presença de muitos jovens e adolescentes que pela primeira vez se sentiam "marujos" por um dia, determinou que a actividade seria menos agressiva, com locais mais acessiveis técnicamente proporcionando a todos apenas momentos de agradável convívio. É evidente que os mais "famosos" gostavam de sentir a adrenalina subir, mas pelos factos apontados apenas o "néctar dos deuses" desceu, após terminada a aventura (entenda-se almoço)!
No entanto, como sempre surgiram os "especialistas" em orientação e o Zé Lima, já experiente nestas andanças, remava enérgicamente sempre num sentido Norte/Sul originando uma deslocação em S que fazia sofrer a bom sofrer o companheiro que teve a (des) dita sorte de com ele fazer par. Mas foram os primeiros a "atracar", sem dificuldades de maior.
Depois foram chegando os restantes (a conta gotas) talvez devido à forte "ondulação...!" que a muita água do rio originava.
Entre risos de alegria, boa disposição e a confirmação dos "mais novos" mais o costumeiro "virar da carroça" do Mário Almeida, temos de prestar a nossa homenagem ao Miguel Silva, que envergava orgulhoso a nossa camisola e nos acompanhou "como monitor" do Clube Nautico de Ponte de Lima, onde pratica esta actividade.
Enquanto uns se divertiam no rio, os "pedestres" percorriam 7,5 kms à margem do mesmo, enquanto os mais interessados em recolher à sombra protector das árvores apreciavam na margem (comodamente instalados) a chegada de uns e de outros.
Foi mais um dia de convívio montanheiro "canoísta e pedestre" que interessa repetir amanhã e sempre.
Para os membros organizadores, Mário Almeida e Vitor Ribeiro, transmitimos o agradecimento e satisfação de todos os participantes.
Até 2012...!
"O Calvário" ... da ERMIDA do XURÊZ!
Foi um percurso para sete, mas todos corajosos, bem dispostos, assustados!!! (quem?) ... e preocupados ao fim da tarde. Mas foi um dia para recordar, não pelos 20 kms palmilhados, mas pelas peripécias vividas face à preocupação de alguém em chegar à "civilização".
Mas vamos aos factos!
Iniciada a caminhada, subimos por caminho cabreiro desde a Geira Romana até ao trilho da Ermida do Xurêz. Alguns dos presentes, vestindo calções para "amorenar" o pele, logo sentiram os efeitos dos arbustos "picantes" que bordejavam o caminho. Foram cerca de duzentos metros de subida que "amaciaram" as pernas mais sensíveis!
Prosseguimos subindo até chegar à Capela de Nossa Senhora do Xurêz, onde refizemos reposição de calorias (a aguardente do Jacinto assim permite) partindo depois para as margens do rio Villameã.
As maravilhosas lagoas e quedas de água convidavam a um mergulho, mas o tempo disponível não permitia uma descida ao rio. Subimos até junto da ponte da Mina da Sombra e iniciamos o regresso pelo estradão que nos conduz à Portela do Homem.
A vista sobre o vale de Vilameã e os penhascos do Altar dos Cabrões contrastam numa ligação fantástica de duas imagens de imponente beleza.
Chegados à bifurcação da Cabana do Curro prosseguimos pelo antigo trilho, atravessamos o rio e subimos a encosta ao encontro do PR que nos levava à Geira Romana. A Manuela, precocupada em encontrar o melhor local de passagem (o trilho está pouco utilizado) resolve desaparecer entre a vegetação (tinha "aterrado") resultando um belo arranhão (profundo) numa perna.
O Joaquim Vilaça deixa-se enganar pelas brincadeiras do Jacinto que dizia ser necessário pernoitar no local. O receio resultante dos poucos hábitos montanheiros leva o nosso companheiro a mostrar ansiedade e preocupação, "até porque não tinha trazido os medicamentos....". A preocupação transforma-se em receio de ter um acidente na descida íngreme que tinha iniciado. Para ajudar, brincamos informando que ainda faltavam muitos kms e a noite caía.
Que raio de mania de assustar os companheiros ...!
Chegados à Geira Romana, o alívio era notório e foi, mergulhados (alguns) na Lagoa das águas quentes do rio Caldo, que terminamos mais um dia repleto de belos momentos.
Como sempre, ficam as recordações...!
Marcha Internacional - Visitando "LAS MÉDULAS"
Estava decidido e terminada a Marcha Camiliana rumamos a Carucedo para percorrer um dos mais belos lugares de El Bierzo - LAS MÉDULAS.
Eram 21 os participantes e foi com ansiedade que chegamos ao Parque de Campismo de Villa Martin de La Abadia.
No dia seguinte, cedo rumamos a Las Médulas, aldeia situada na base do espaço natural do mesmo nome.
Entre castanheiros e cerejeiras iniciamos a nossa caminhada ao encontro dos locais de exploração mineira outrora utilizados pelos Romanos.
Visitamos "La Encantada" e "La Cuevona", bebemos da fresca água da Fonte de la Tia Viviana, reentrando na aldeia.
Depois de refazer forças e adquirir algumas lembranças retomamos o caminho através da Senda Perimetral até ao Mirador de Pedrices que nos permitiu admirar uma parte da magnifica paisagem. Seguimos para as minas de Yeres através da Senda de Reirigo e foi em Campo de Braña que fizemos nova paragem.
Faltava chegar ao ponto mais fantástico em termos visuais - o Mirador de Orellán.

Desse local, onde se situa a maior galeria aurífera das Médulas, a paisagem é apenas única e ficamos emudecidos pela sua grandeza. Entre a cerrada mata de castanheiros, sobreiros e faias os picos de cor avermelhada sobressaiem tornando a vista de ampla majestade. É verdadeiramente um hino à Natureza!
Descendo para a aldeia de Orellán entramos na Senda de los Conventos regressando ao ponto de partida.
Tinham sido percorridos 15 kms por um dos mais bonitos e encantadores locais que o Natureza nos pode oferecer.
Ficamos encantados e concerteza voltaremos um dia!
Regressamos, como sempre e mais que nunca, com a alma empolgada e a mochila repleta de belas recordações.
CAMINHADA CAMILIANA
Estava preparada a saída para a nossa Marcha Internacional. No entanto, era obrigatória a nossa presença na CAMINHADA CAMILIANA.
Embora em menor numero de elementos trajados à época estivemos presentes no apoio à segurança dos participantes, no desfile dos figurantes, na resposta que sempre demos ao convite endereçado pelo CCE.
A presença de quatro centenas de participantes diz bem do interesse que este evento integrado nas Festas Antoninas todos os anos tem despertado nas populações e associações locais.

Foi uma marcha colorida, com os habituais momentos teatrais alusivos à ficção e realidade camiliana e mais uma vez tivemos a presença (que será sempre um exemplo) do senhor José Alves, o nosso companheiro de 91 anos que em todos os momentos de convívio faz questão de estar presente. Aqui, na companhia do Diogo Leitão, seu companheiro de caminhada.
Aos nossos companheiros associativos deixamos o agradecimento pela presença, desejando que no próximo ano os interessados em participar como figurantes sejam em maior numero.
Até lá.
AVÓS e NETOS ... uma actividade de todos!

Seria mais uma das actividades de participação activa dos Avós e dos Netos que ao longo de cinco edições sempre mostraram a sua alegria nos momentos que connosco viveram, aguardando ansiosamente a edição seguinte. Este ano de 2011, infelizmente ensombrado pelo falecimento do nosso companheiro António Pimenta poucos dias antes da data do passeio convívio a que sempre emprestou a sua presença, por razões de falta de apoio por parte da CMF recorremos à sempre prestável ajuda da Junta de Freguesia, que mais uma vez soube estar ao lado dos jovens de todas as idades (Avós e Netos)
cedendo o autocarro que nos transportou ao início da Ciclovia
(conduzido por motorista "recrutado" à pressa devido à ausência dos habituais profissionais).
Eram sessenta e cinco os participantes que alegremente meteram pés ao caminho percorrendo os 7 kms que nos levariam até à Senhora do Carmo, em Lemenhe.
Manhã agradável, com uma elevada presença feminina, tivemos a grata alegria de mais uma vez ter a companhia do senhor José Alves (91 rijos anos)
que mais uma vez demonstrou que a vida é demasiado bela para que a desprezemos. É um exemplo de tenacidade, vontade de viver e camarada de excelência.

Após terminada a visita ao "Caracol" decidiu-se que o repasto energético seria realizado no salão da Junta de Freguesia de Seide S. Miguel, temendo a chuva que ameaçava fazer estragos. Foi um belo convívio com todos os presentes, que pediram a repetição desta actividade já arreigada no espírito simples mas muito humano dos nossos companheiros. Prometemos continuar a realizar anualmente a actividade enquanto existir vontade de caminhar, de conviver com os jovens de todas as idades e especialmente de sentir a gratidão e amizade dos ... "AVÓS e NETOS"!
Até 2012.
CAMINHADA DAS MULHERES - 8 MAIO 2011 - Aniversário do GRUCAMO

O tempo cinzento ameaçava chuva, mas as "nossas" mulheres não se intimidaram. À hora indicada, mochila ás costas e boa disposição uniram-se para iniciar a caminhada a partir da Ciclovia em Famalicão.

Eram 7 quilómetros fáceis mas agradáveis de percorrer.
Eram 13 as caminheiras que acompanhadas pelo "Sheik" (único elemento masculino permitido) partiam animadas.
Sem grandes problemas de orientação, com alguns desvios ocasionais (simulados???) foram recebidas quase no fim do percurso por alguns dos homens já estacionados na Senhora do Carmo (Lemenhe). Entretanto o tempo parecia ameaçar estragar o "Bolo de Aniversário" ...

e de comum acordo decidiram rumar a Seide S. Miguel, para que a reposição "energética" se realizasse sem o "banho" previsto.

Do percurso, se houve alguma (des)orientação ninguém sabe, porque os assuntos debatidos ficavam por uma troca de "galhardetes clubistas" entre o Jacinto e a Fátima, com o Tó a tentar apoiar as vítimas do"terramoto" de Braga.

Entre momentos de boa disposição e franca amizade, foram depois as associadas participantes e as não participantes presentes, agraciadas com uma pequena lembrança florida, que permitiu ver estampada no rosto de cada uma a alegria de não serem esquecidas no seu esforço caminheiro.
Momentos depois o Bolo comemorativo dos 28 anos montanheiros do GRUCAMO era motivo para entoar os Parabéns abafados pelo saltar das rolhas do espumante.

Terminava mais uma dia de convívio, regressando cada um a sua casa, como sempre, com a mochila cheia de belas recordações.
Os comentários finais foram de agrado denotando a satisfação de todos por mais este momento de são convívio, que se vem repetindo ao longo dos anos. Esperamos e desejamos que assim comtinue.

Felizmente que o tempo passa, mas o espírito de grupo parece renascer a cada instante.
2012 será concerteza mais um marco associativo na história do GRUCAMO.
A Caminhada das Mulheres ... será sempre a Caminhada de todos os que fazem parte deste grupo montanheiro.
Até à próxima CAMINHADA!